terça-feira, 9 de outubro de 2012

Prova dos três tambores


A prova dos três tambores consiste em contornar 3 tambores distribuídos ao longo da arena no menor tempo possível. Nesta prova, os tambores são distribuídos de forma triangular, com uma distância de quatro metros um do outro.
Os animais que mais se destacam na prova de três tambores são os Cavalos Quarto de Milha devido a sua inteligência, habilidade e velocidade.
A largada da prova de três tambores é dada quando o focinho do cavalo cruza a linha de partida. Cavalo e cavaleiro e/ou amazonas partem em direção ao 1° tambor, onde devem contorná-lo numa volta de 360° da esquerda para a direita, o 2° e o 3° tambor devem ser contornados numa volta de 360° da direita para a esquerda, só então se dirigem à linha de chegada.
A média de tempo da prova de três tambores é 18 segundos tanto para provas masculinas como para provas femininas. O Cavalo Quarto de Milha é utilizado principalmente para diminuir esta média de tempo, pois são animais muito velozes em distâncias curtas.
A cada tambor derrubado, o competidor é penalizado em cinco segundos, que são acrescidos ao tempo final. Vence o competidor que fizer a prova em menos tempo.
Penalizações da prova de três tambores: Caso sejam encontradas marcas de espora ou chicote no cavalo, o competidor é desclassificado.

domingo, 7 de outubro de 2012

Origem do Cavalo Crioulo

Em 1493, os cavalos espanhóis pisam pela primeira vez em terra americana, na ilha La
Espanola, hoje São Domingos, e são os antepassados diretos, de todos os cavalos 
"crioulos" americanos. Uma vez aclimatado ao novo ambiente e incrementada sua criação 
com as importações realizadas posteriormente, reproduziu-se com rapidez, em poucos 
anos, estendeu-se para as outras Antilhas e passou ao Continente. Panamá e a Colômbia 
parece que foram as primeiras regiões em importância na produção de rebanhos. Do 
Panamá passaram ao Perú, levados por Pizarro e ali começaram a multiplicar-se a partir 
de 1532, e é também ali que chegam, em 1538, cavalos provenientes da criação de 
Santiago de Uruba (Colômbia). Charcas se transforma assim, em um importante centro 
produtor de eqüinos. Contemporaneamente, Pedro de Mendonza (1535) e Alvar Núñez 
Cabeza de Vaca (1541), introduzem cavalos diretamente da Espanha, no Rio da Prata e 
no Paraguai. Alonso Luis de Lugo se compromete a levar da Espanha, para conquista de 
Nova Granada, "duzentos cavalos" e Hernando de Soto sai de San Lúcar de Barrameda 
(1538), com "cem cavalos" para sua expedição na Flórida. A partir deste momento 
começa no Continente, que nos abrangeu a colonização espanhola e especialmente no sulamericano, um verdadeiro intercâmbio de rebanhos eqüinos entre as distintas regiões. 
Procedem de Charcas as que Valdivia, 1541, levou ao Chile e em 1548 Diego de Rojas 
para Tucumam, e daí, em 1573, Luís de Cabrera para Córdoba e logo à Santa Fé. Nesta 
zona, mais ou menos na mesma época, chegam cavalos paraguaios, trazidos por Garay, 
descendentes dos que há 30 anos antes Cabeza de Vaca introduziu diretamente da 
Espanha e dos que, em 1569, Felipe de Cáceres levou do Alto Peru (Bolívia).