Espanola, hoje São Domingos, e são os antepassados diretos, de todos os cavalos
"crioulos" americanos. Uma vez aclimatado ao novo ambiente e incrementada sua criação
com as importações realizadas posteriormente, reproduziu-se com rapidez, em poucos
anos, estendeu-se para as outras Antilhas e passou ao Continente. Panamá e a Colômbia
parece que foram as primeiras regiões em importância na produção de rebanhos. Do
Panamá passaram ao Perú, levados por Pizarro e ali começaram a multiplicar-se a partir
de 1532, e é também ali que chegam, em 1538, cavalos provenientes da criação de
Santiago de Uruba (Colômbia). Charcas se transforma assim, em um importante centro
produtor de eqüinos. Contemporaneamente, Pedro de Mendonza (1535) e Alvar Núñez
Cabeza de Vaca (1541), introduzem cavalos diretamente da Espanha, no Rio da Prata e
no Paraguai. Alonso Luis de Lugo se compromete a levar da Espanha, para conquista de
Nova Granada, "duzentos cavalos" e Hernando de Soto sai de San Lúcar de Barrameda
(1538), com "cem cavalos" para sua expedição na Flórida. A partir deste momento
começa no Continente, que nos abrangeu a colonização espanhola e especialmente no sulamericano, um verdadeiro intercâmbio de rebanhos eqüinos entre as distintas regiões.
Procedem de Charcas as que Valdivia, 1541, levou ao Chile e em 1548 Diego de Rojas
para Tucumam, e daí, em 1573, Luís de Cabrera para Córdoba e logo à Santa Fé. Nesta
zona, mais ou menos na mesma época, chegam cavalos paraguaios, trazidos por Garay,
descendentes dos que há 30 anos antes Cabeza de Vaca introduziu diretamente da
Espanha e dos que, em 1569, Felipe de Cáceres levou do Alto Peru (Bolívia).
Nenhum comentário:
Postar um comentário