Descrição
Possui dimorfismo sexual: nos adultos, o macho tem plumagem preta e as pontas das asas são brancas, enquanto que a fêmea é cinza. O dimorfismo só se apresenta com um ano e meio de idade.
As pequenas asas vestigiais são usadas por machos como exibição para fins de acasalamento.
As penas são macias e servem como isolante térmico e são bastante diferentes das penas rígidas de pássaros voadores. Possui duas garras em dois dos dedos das asas, sendo a única ave que possui apenas 2 dedos em cada pata. As pernas fortes do avestruz não possuem penas. Suas patas têm dois dedos, sendo que apenas um tem unha enquanto o maior lembra um casco. Seu aparelho digestivo é semelhante ao dos ruminantes e seus olhos, com suas grossas sobrancelhas negras, são os maiores olhos das aves terrestres.
Características
Altura média: 2 a 2,5 m
Peso: de 100 a 150 kg
Velocidade: até 80 km/h
Expectativa de vida: 50 a 70 anos, sendo 20 a 30 anos de vida reprodutiva.
São aves polígonas e não migratórias. Adapta-se com facilidade e vive em áreas montanhosas, savanas ou planícies arenosas desérticas. Seus hábitos alimentares são onívoros, o avestruz come ervas, folhagem de árvores, arbustos e todo pequeno vertebrado e invertebrado que consiga
capturar.
Embora não voe, por ter asas atrofiadas, as longas, fortes e ágeis pernas, permitem que
ele atinja até a velocidade de 80 km/h com vento favorável (média de 65 km/h),
pois em uma só passada cobre 4 a 5 metros. Além da velocidade máxima, tem
também uma resistência impressionante, podendo viajar a 70 km/h durante 30
minutos. Tem o pescoço longo, a cabeça pequena, e tem dois dedos muito grandes
(em cada pata) que se assemelham a cascos.
Comportamento
Avestruzes vivem em grupos nómadas de 5 a 50 aves que frequentemente
viajam juntos com animais ruminantes, tais como zebras e antílopes, no
entanto, a avestruz é um monogástrico. Percorrem longas distâncias à procura de
sementes e outros produtos vegetais (que consequentemente faz com que sejam
seminómadas); ocasionalmente eles também comem animais como gafanhotos. Como não possuem dentes, eles engolem
pedrinhas que ajudam a esmagar os alimentos engolidos no papo. Eles podem ficar sem água por muito tempo, vivendo exclusivamente da umidade das plantas consumidas. Entretanto, eles gostam de água e tomam banhos
frequentemente.
Com visão e audição aguçadas, eles podem detectar predadores tais como leões de uma grande distância.
Na mitologia popular, o
avestruz é famoso por esconder sua cabeça na areia ao primeiro sinal de perigo.
O escritor romano Plínio o Velho é notado
por suas descrições do avestruz em sua Naturalis Historia, onde ele descreve o suposto hábito dos avestruzes de esconder a cabeça
em arbustos. Nunca houve observações registradas deste comportamento e um
contra-argumento comum a isto é que uma espécie que exibisse tal comportamento
não sobreviveria por muito tempo. O mito pode ter surgido do fato de que, de
uma certa distância, quando avestruzes se alimentam eles parecem estar
enterrando sua cabeça na areia pois eles deliberadamente engolem areia/pedras
para ajudar a esmagar sua comida. Quando deitados ou se escondendo de
predadores, eles são conhecidos por deitar sua cabeça e pescoço rente ao chão.
Quando ameaçados, avestruzes fogem, mas podem também ferir seriamente seus
inimigos através de coices por meio de suas poderosas pernas.
Reprodução.
Avestruzes são ovíparos. As fêmeas porão seus ovos fertilizados em um único ninho comunitário, um buraco escavado no chão e com 30 a 60 cm de profundidade. Ovos de avestruz podem pesar 1.4 kg e são os maiores ovos de uma espécie viva (e as maiores células únicas), embora eles sejam na verdade os menores em relação ao tamanho da ave. O ninho pode conter de 15 a 60 ovos, com um ovo médio tendo 15 cm de comprimento, 12 cm de largura, e peso de 1.4 kg. Eles são brilhantes de esbranquecidos. Os ovos são chocados pelas fêmeas de dia e pelo macho à noite, aproveitando as cores diferentes dos dois sexos para melhor camuflagem. O período de gestação é de 35 a 45 dias. Após a eclosão o macho cria sozinho os filhotes.
A expectativa de vida é de 50 anos em média, podendo variar de 30 a 70 anos.
Porque criar Índio Gigante:
Utilizada
como matriz reprodutora ou ornamental, a ave é a “prima” do galo de briga que
dá lucro
Ótimo reprodutor de frangos precoces e com alto
rendimento de carne, o índio gigante também confere às suas galinhas mais
produtividade em ovos ricos em proteínas. A beleza das penas sobrepostas e a
variedade de cores são outras características atraentes, que destacam a ave
como exemplar ornamental ou na participação de concursos.
Criado à base de boa alimentação, o galo pode
chegar a pesar seis quilos e medir 80 centímetros – há exemplares que crescem
até cerca de um metro de altura. Forte e dono de boa musculatura, ele tem
instinto agressivo, por isso não deve ser criado junto com outro macho da raça
após os seis meses de vida. Nos tratos diários, no entanto, é dócil e fácil de
lidar.
A criação do índio gigante não requer muita
infra-estrutura. Numa área de cinco metros quadrados, prevendo a procriação das
aves, pode ser alojado um terno – um macho para duas fêmeas. Além disso, a
variedade é resistente, exigindo poucos cuidados dos criadores, fazendo com que
a atividade não necessite de grandes investimentos. A criação doméstica tem a
vantagem de oferecer aves mais saudáveis, livres de antibióticos. A produção de
pequenos plantéis pode atender à demanda da vizinhança.
A ave, porém, permite que se trabalhe com maior
escala de produção, bastando ampliar as instalações lembrando de manter
separados os machos adultos.
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